sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Arco-iris

Houve uma vez que as cores do mundo começaram uma disputa entre si. Cada uma reivindicava para si que era a melhor. A mais importante. A mais útil. A favorita

A cor verde disse:

- "Claro que sou a mais importante. Eu sou sinal de vida e de esperança. Eu fui a escolhida para grama, árvores e folhas. Sem mim, morreriam todos os animais. Examine o campo e verá que sou maioria".

A cor azul interrompeu:

- "Você só pensa na terra, mas deve considerar o céu e o mar. A água é a base de vida e é retirada pelas nuvens do mar profundo. O céu dá espaço e paz e serenidade. Sem minha paz, você não seria nada".

Amarelo riu:

- "Você é sempre tão séria. Eu trago risada, alegria, e calor para o mundo. O sol é amarelo, a lua é amarela, as estrelas são amarelas. Toda vez que se olha para um girassol, o mundo inteiro começa a sorrir. Sem mim não haveria nada divertido".


Laranja, estando próximo, colocou a boca no trombone:

- "Eu sou a cor da saúde e força. Eu posso estar escassa, mas eu sou preciosa porque eu sirvo as necessidades da vida humana. Eu levo as vitaminas mais importantes. Pense em cenouras, abóboras, laranjas e mamões. Eu não fico vadiando o tempo todo, mas quando eu encho o céu ao amanhecer ou no pôr-do-sol, minha beleza é tão impressionante que ninguém mais pensa em qualquer uma de vocês".


Vermelho não agüentou por muito tempo e gritou:

- "Eu governo todos vocês. Eu sou sangue - o sangue de vida!

Eu sou a cor de perigo e de coragem. Eu estou disposto a lutar por uma causa. Eu trago fogo no sangue. Sem mim, a terra estaria tão vazia quanto a lua. Eu sou a cor da paixão e do amor".

Rosa já cheia de tudo, falou com grande pompa:

- "Eu sou a cor da realeza e do poder. Reis, chefes, e bispos sempre me escolheram porque eu sou sinal de autoridade e sabedoria. As pessoas não me questionam! Elas escutam e obedecem ".

Finalmente índigo, muito mais calma que todas as outras, mas da mesma maneira e com muita determinação:

- "Pensem em mim. Eu sou a cor do silêncio. Vocês nem sempre me notam, mas sem mim todos vocês ficam superficiais. Eu represento o pensamento e a reflexão, crepúsculo e água profunda.

Vocês precisam de mim para o equilíbrio e para o contraste, para a oração e para a paz interior".

E assim as cores se ostentavam, cada uma se convenceu de sua superioridade. A disputa cada vez mais acirrada.

De repente um flash surpreendente de um trovão iluminou tudo. A chuva verteu implacavelmente. As cores se encolheram de medo, enquanto procuravam ficar perto uma da outra.

No meio do barulho, a chuva começou a falar:

- "Você cores tolas, lutando entre si, cada uma tentando dominar as outras. Vocês não sabem que cada cor traz um propósito especial, nem igual e nem diferente? Dêem as mãos e venham a mim".

Fazendo como lhes fora dito, as cores se uniram e deram-se as mãos.

A chuva continuou:

- "De agora em diante, quando chover, cada uma de vocês se estirará pelo céu em um grande arco de cor para lembrar que se pode viver em paz. Criarão o arco-íris. E o Arco-íris será sempre um sinal de esperança".

E assim, sempre que uma boa chuva lava o mundo, um arco-íris aparece no céu, mostrando a amizade entre as cores que dura até hoje e durará para sempre.

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